Os pensamentos e as coisas serão
sempre maiores que a área que delineamos para eles. E esta ilusória fronteira não
é e jamais será intransponível. Ela é uma criação, uma escolha, uma imposição.
Uma opção talvez mais confortável para tentarmos compreender nossas existência
e ações, construindo um cerco para o desconhecido, um bloqueio do medo e, às
vezes, uma barra de contenção para a manutenção da sanidade. Um perímetro
seguro para o convívio social, que nos protege e aprisiona ao mesmo tempo. Em
alguns desperta-se uma curiosidade transpor esta fronteira, noutros não.
Todavia, penso que devemos respeitar nossas fronteiras, nossos limites, para lucidamente transpô-los com consciência, sabedoria e parcimônia.
Todavia, penso que devemos respeitar nossas fronteiras, nossos limites, para lucidamente transpô-los com consciência, sabedoria e parcimônia.
Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 30 de junho de 2014)
(Porto Alegre, 30 de junho de 2014)