quinta-feira, 3 de julho de 2014

Fronteira

Os pensamentos e as coisas serão sempre maiores que a área que delineamos para eles. E esta ilusória fronteira não é e jamais será intransponível. Ela é uma criação, uma escolha, uma imposição. Uma opção talvez mais confortável para tentarmos compreender nossas existência e ações, construindo um cerco para o desconhecido, um bloqueio do medo e, às vezes, uma barra de contenção para a manutenção da sanidade. Um perímetro seguro para o convívio social, que nos protege e aprisiona ao mesmo tempo. Em alguns desperta-se uma curiosidade transpor esta fronteira, noutros não.
Todavia, penso que devemos respeitar nossas fronteiras, nossos limites, para lucidamente transpô-los com consciência, sabedoria e parcimônia.


Alexandre Fritzen da Rocha
(Porto Alegre, 30 de junho de 2014)